Arte e empreendedorismo: um hobby que virou negócio
- Ad Macêdo, Junior Lira, Lucas Silva e Pablo Élyton
- 15 de dez. de 2021
- 4 min de leitura

Júlia Fernandes Câmara de 21 anos, é natural do Rio de Janeiro, estudante da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e Jéssica Kelly dos Santos Hermínio de 19 anos, natural de Santa Luzia e estudante da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). As jovens amigas visando expandir uma área de negócios, cujo a qual as mesmas já tem uma certa empatia, se juntaram e decidiram abrir um novo empreendimento, uma loja virtual intitulada Maria Maria.
"A Maria Maria é um projeto imerso na arte. A arte de fazer peças, a arte da musicalidade e a arte da amizade, que une e refaz todas as coisas. Por isso, esse projeto foi criado com o intuito primeiro de expressar a arte dessas várias formas e levar o toque de brilho e magia que elas trazem para a vida das pessoas."
O que antes era um hobby, hoje se torna um trabalho que ambas usam de sua arte para a confecção de miçangas, uma arte milenar praticada por diferentes civilizações ao longo de milhares de anos. O trabalho com miçangas resulta em diferentes tipos de acessórios como sapatos, bolsas, chapéus, entre outros. Júlia e Jéssica comentam sobre o processo de criação, novos aprendizados e sua arte. Confira a entrevista:
1 - De quem partiu a iniciativa de investir em um negócio, mesmo com o país imerso em um dos mais fortes cenários de crise econômica em décadas? E, por que da decisão?
“Das duas. Estávamos conversando sobre um empreendimento anterior de uma de nós que não havia ido adiante. Daí surgiu a ideia de unir os projetos que tínhamos e tentar novamente.”
2 - Antes, vocês já tinham alguma experiência em administrar alguma loja/negócio? Se sim, como foi?
“Sim, no mesmo ramo da atual. A experiência foi ótima, no entanto, não havia muitos clientes, o que fez que o projeto não seguisse adiante.”
3 - O que levou vocês a tomarem a decisão por aderir, especificamente, a vendas online?
“A facilidade que os meios de comunicação digital, bem como o menor custo relacionado a estabelecer o negócio, visto que a loja virtual não gera o custo do ambiente físico.”

4 - Como será a entrega dos pedidos? Vocês irão adotar medidas de prevenção para a proteção, tanto dos seus funcionários quanto dos futuros clientes? Se sim, quais?
“Todos os produtos serão embalados de maneira que evitem o contato direto da peça com o meio em que será entregue, que será o delivery por moto táxis ou aplicativos de mobilidade urbana. A embalagem será descartável, podendo o cliente fazer a higienização na chegada.”
5 - Empreender online tem suas dificuldades e novas maneiras de venda, como está sendo lidar com essas novas ferramentas do mundo digital, vocês acham elas importantes para subir o seu projeto?
“Sim! Na verdade, tem sido o meio mais importante de comunicação com o nosso público alvo. Alguns estudos sobre networking e empreendedorismo digital nos ajudaram bastante a elaborar desde a identidade visual até o contato com os possíveis clientes.”

6 - Qual a causa de justamente que as levaram a buscar trabalhar com a venda de acessórios?
“É uma coisa que está presente no nosso cotidiano. Sempre nos arrumamos para sairmos juntas. A gente sente falta de lojinhas que atendam o nosso estilo, gostamos muito de peças em prata e handmade, que são mais difíceis de encontrar com qualidade. Nessa linha de pensamento, surgiu a ideia de ter a nossa própria loja, aliado a parte artística de podermos produzir algumas das peças no estilo dos nossos clientes.”
7 - A arte sempre esteve presente na vida de vocês? Quem apresentou esse trabalho para vocês?
“Sim! A gente sempre foi bastante ligada à música, por exemplo, e uma das características das nossas coleções e serem inspiradas e nomeadas por músicas. A arte é um fator comum entre a gente.”
8 - A arte de confeccionar miçangas é um processo artesanal muito valioso em diversas culturas, como foi o primeiro contato que vocês tiveram e como é feito o processo?
“Ainda era muito pequena, e foi algo que conquistou de primeira, porém até então era levado como hobby, até que vimos a oportunidade de nos juntar e tornar isso um trabalho. É algo que é prático, mas exige bastante atenção e criatividade, portanto torna-se algo demorado, já que é tudo feito a mão, buscando sempre garantir a melhor qualidade.”
9 - O que vocês esperam para o pós inauguração da loja? Pretendem ampliar a mesma, talvez para uma possível estrutura física?
“A gente não sabe muito o que esperar, devido ao cenário atual. No entanto, é sim um projeto que queremos levar pra frente juntas. Quanto à estrutura, existem diversos exemplos que usamos como inspiração que não são físicas, mas tem um grande público e fazem bastante sucesso. Então, entendemos que essa questão do físico não implica necessariamente no sucesso do negócio.”
10 - Que conselho vocês dariam as pessoas que querem se tornar empreendedoras no meio digital também?
“É muito importante construir sua imagem no meio digital e direcionar o conteúdo ao público alvo ao qual deseja atingir. Estudar sobre as ferramentas das plataformas também é fundamental. Ter bastante paciência e não desanimar de início, porque demora um pouquinho a ver as coisas dando certo.”
Confira mais imagens no slide-show:
FICHA TÉCNICA
Fotografia e edição: Lucas Silva e Pablo Èlyton
Modelos: Júlia Câmara e Jéssica Hermínio
Entrevista e Texto: Ad Macêdo, Junior Lira, Lucas Silva e Pablo Èlyton
Monitoria: Myrlla Dos Anjos
Supervisão editorial: Rostand Melo
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